Este documento define as diretrizes matemáticas, regras de negócio e a lógica de rateio contábil aplicadas no Simulador de Transformação, criadas para superar as limitações sistêmicas do ERP CS9.
A rotina nativa de Transformação/Aproveitamento de Produtos (EST147) no CS9 possui uma limitação estrutural: ela opera exclusivamente na relação N para 1. Ou seja, o sistema permite baixar múltiplos ingredientes do estoque simultaneamente, mas o custo financeiro total desses ingredientes só pode ser injetado em um único Produto Acabado por lançamento.
Na prática, processos de desmembramento ou classificação (ex: um lote de café primário gerando várias classificações de sacarias simultaneamente) exigem uma relação N para M. O simulador resolve este obstáculo fracionando matematicamente os ingredientes e gerando um Guia de Lançamentos em etapas que o CS9 consegue processar sem distorcer o custo médio e a apuração contábil.
Quando um ingrediente gera múltiplos produtos acabados, o custo não pode ser dividido de forma igualitária ou puramente baseada no peso físico, pois os produtos resultantes geralmente possuem valores agregados distintos. Utiliza-se o Valor de Mercado como peso para garantir uma distribuição contábil justa.
A baixa dos ingredientes representa uma "Saída". Contabilmente, as saídas mantêm o custo médio unitário intacto. O custo financeiro levado para a transformação é a soma exata da quantidade consumida vezes o custo que o produto já possui no banco de dados.
A fatia de custo que um produto acabado vai absorver depende de quão representativo ele é financeiramente no lote total gerado.
É o valor financeiro em reais (R$) derivado dos ingredientes que será transferido para o saldo do produto acabado.
A geração do produto acabado é registrada como uma "Entrada". O novo Custo Médio Unitário do produto funde o estoque e o saldo financeiro que a empresa já possuía com a nova quantidade e o Custo Alocado calculados pela transformação.
Para que a rotina EST147 consiga receber a operação sem erros, o simulador quebra o processo em etapas N para 1.
A quantidade de cada ingrediente que o usuário deve digitar na tela para um produto acabado não é a quantidade física inteira, mas sim uma fatia baseada na mesma proporção matemática calculada anteriormente.